Revista Italo-Brasileira -Luce tra le Frontiere

Revista Italo-Brasileira de Mariana Brasil, escritora brasileira residente na Itàlia. Cronicas, atualidades, informaçoes culturais, literarias e sociais. Eventos da comunidade brasileira na Itàlia. Endereços uteis.

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Arquivo de: Setembro 2006

25.09.06

S.O.S. Brasil

Interpol aponta Brasil entre as principais rotas de pedófilos estrangeiros A Interpol aponta o Brasil como um dos principais destinos de pedófilos estrangeiros em razão do grande fluxo de turistas. A afirmação foi feita ontem por Anders Persson, do departamento de inteligência da Interpol, na Assembléia Geral do órgão, no Rio de Janeiro, que reúne 152 países e termina hoje. A Interpol também admite que as informações sobre pedofilia na internet em todo o mundo são deficientes. O órgão conta com apenas 15 agentes especializados para apurar esse tipo de crime. Apesar de ter um banco de dados com mais de 500 mil imagens sobre o tema, apenas 500 estão identificadas. Fonte: Folha de S.Paulo.
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21.09.06

Combate a Exploraçao Sexual Comercial 19.09.2006

Fonte www.smm.org.br

Combate à Exploração Sexual Comercial

FÓRUM AFIRMA: Tráfico de pessoas é realidade em RR Vaneza Targino

O grande trânsito de pessoas na fronteira de Roraima com a Venezuela vem beneficiando o tráfico de pessoas, que buscam no país vizinho uma melhor qualidade de vida.

Um mapeamento feito pelo Fórum do Direito da Criança e Adolescente (DCA) identificou as vias de fronteira na Amazônia como local de tráfico de pessoas, sendo mulheres e adolescentes para exploração sexual e homens para o tráfico de drogas.

Roraima vem registrando um grande número de casos de escravidão, com relatos de pessoas que foram ludibriadas por aliciadores para seguirem a Venezuela e acabam entrando no tráfico de drogas.

A coordenadora do Fórum do DCA em Roraima, Ivone Salucci, explicou que o tráfico de pessoas está acontecendo há algum tempo no Estado e nenhuma providência foi tomada pelas autoridades.

Apesar de não apontar números, ela explicou que a pesquisa foi proposta no ano de 2000 para que se mapeassem as vias de trânsito de seres humanos na Amazônia, principalmente nas fronteiras secas. “Em 2001 trabalhamos nesta pesquisa e naquela época já se sabia do grande trânsito de pessoas.

Ficou constatado que geralmente as pessoas aliciadas não sabem que no final irão se prostituir, sendo obrigadas a trabalhar de forma ilícita no país vizinho”, explicou, ao destacar que os aliciadores procuram pessoas pobres e de periferia. Ivone destacou que os principais alvos dos aliciadores ainda são meninas que não concluíram o estudo, têm baixa escolaridade, famílias carentes, o desejo de consumir e não têm trabalho. “São meninas sem acesso a políticas públicas.

Então, os aliciadores prometem para elas que se seguirem para a Venezuela, Espanha ou Itália, irão trabalhar como dançarina, recepcionista e prometem um mundo que não tem no Brasil”, comentou, informando que existem casos que também envolvem homens, como o de um rapaz que estava em cárcere privado na Venezuela.

Entre os casos acompanhados, Ivone informou que as pessoas acabam entrando num esquema de aviamento. Todo o dinheiro investido nas meninas, na compra de roupa, tratamentos de beleza e também o transporte, é cobrado pelos aliciadores, sendo obrigadas a pagar a dívida que contraíram sem saber e ficam sendo escravizadas sexualmente, através do aviamento.

Durante a estadia, a dívida aumenta com o passar do tempo e nunca chega ao fim, causando a escravidão e os documentos ficam com os aliciadores. “No momento em que ela chega no local, os documentos são retidos pelos aliciadores e já chegam no país com uma dívida.

Durante a pesquisa, descobrimos que existia uma casa na BR-174, no km 500, uma espécie de oficina de meninas. Lá elas eram tratadas, o cabelo, a pele e as unas eram cuidados. Aquelas que estavam com o dente cariado também arrumavam e compravam roupas caras. Todo um trato antes de seguirem viagem era feito, durante o tempo em que ficavam reclusas.

Era um tipo de embelezamento da mercadoria, para que ficassem mais vendáveis”, enfatizou. Ivone explicou que a dívida nunca é paga até que os exploradores se cansem ou as vendam para outro negociante do sexo. “Quando aquela menina está bem manjada, eles vendem.

Então, alertamos as meninas e mulheres para não caírem em falsas promessas, porque elas caem nessa no intuito de mudar de vida”, ponderou, ao relatar o caso de uma menina de 14 anos que ingenuamente disse que iria seguir para a Venezuela apenas para cantar e depois retornava. “Ela só não seguiu para a Venezuela, porque foi detida em Pacaraima quando tentava atravessar a fronteira, onde o Conselho Tutelar de Pacaraima não deixou.

Descobrimos que ela foi aliciada na escola e alguém disse que a voz dela era muito bonita, que cantava bem. E essa pessoa perguntou se ela não queria ser cantora lá na Venezuela”, comentou, lamentando a ingenuidade da menina.

Fonte: http://www.folhabv.com.br/noticia.php?Id=13707 19-09-2006

Rua: Samuel Brenner, 13 - Bairro do Bom Retiro - São Paulo/SP-CEP 01122-040 Fone: 0055 11 3228-6097/3228-4955 Fax 3227-6825 www.smm.org.br e-mail smm@smm.org.br

Marianabrasiill@yahoo.it

 

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Encontro Brasileiro na Suiça - Ciga Brasil

 

 

 

 

Comunidade brasileira se organiza na Suíça

A imigração brasileira na Suíça tem feito história no país e chama a atenção tanto das instituições locais como dos brasileiros que moram em outros países.

Com a realização do III Encontro Brasileiro na Suíça dá-se mais um passo em direção a um intercâmbio maior e uma coordenação dos trabalhos realizados pelos vários grupos de brasileiros espalhados pelo país.

Durante esse evento será formalizada a Comissão pró-Conselho Nacional, que terá a função de preparar o caminho para a criação de um Conselho que agilize as questões de interesse dos imigrantes brasileiros. Esse Conselho deverá atuar como central de informações e ser uma referência para a comunidade brasileira, além de incentivar a integração dessa comunidade na sociedade local.

O III Encontro Brasileiro na Suíça tem como tema central Integração e Participação. Além das palestras iniciais, na parte da manhã, haverá grupos de interesse na parte da tarde, com profissionais de várias áreas, que irão abordar as diversas formas de participação do migrante e como ele pode melhor se integrar na sociedade Suíça.

Um dos objetivos é fornecer aos participantes informações sobre os diversos aspectos da vida do migrante e das suas possibilidades de participação nessa sociedade.

Pretende-se reforçar a conscientização de que é preciso não se fechar em seu próprio grupo mas sim buscar o engajamento efetivo na vida diária do país onde residem. Os temas dos grupos de interesse são: Educação, Mercado de trabalho, A nova "Lei dos Estrangeiros", Casamento binacional, Participação dos estrangeiros, Brasileirinhos apátridas, Aprendizado da língua local, "O tempo não pára.", Religião e integração, Os sem papéis, Brasileiros no exterior, História e organização política suíça, Migração e saúde, O papel dos pais na educação de adolescentes migrantes e Bilingüismo.

A equipe organizadora do III Encontro, formada por representantes dos grupos Ação (Zürich), Atitude (Bern), Brass (St. Gallen), CEBRAC (Zürich), CIGA-Brasil (Basel), Raízes (Genebra) e Vivências (Aargau) têm se reunido desde fevereiro de 2005 para preparar o evento, que visa contribuir com a organização da comunidade brasileira no país.

O Encontro conta com o apoio da Comissão Federal dos Estrangeiros e já está movimentando os brasileiros na Suíça e mesmo no exterior, de onde já vieram algumas inscrições. Podem participar do III Encontro Brasileiro homens e mulheres brasileiras, com seus parceiros/parceiras, bem como todas as pessoas que têm ligação com o tema e entendem o português, independente de sua origem.

Na homepage do evento, www.encontro-brasil.ch, podem ser encontradas informações detalhadas sobre o programa e também a Ficha de Inscrição.

O prazo de inscrição é até o dia 14 de outubro e a taxa de CHF 25,00, que inclui café da manhã, almoço e café da tarde, deve ser paga no dia. Para mais informações podem ser contactadas Elis Regina Zollinger, 076 575 82 40 ou Irene Zwetsch, 061 423 03 47. Por e-mail: info@encontro-brasil.ch.

Contato com Mariana Brasil marianabrasill@yahoo.it

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11.09.06

Boletim 2006 - SMM - 11 - setembro 2006

 

Boletim SMM

www.smm.org.br

Combate à Exploração Sexual Comercial

MAIORIA DAS PROSTITUTAS BRASILEIRAS NO EXTERIOR É VÍTIMA DE TRÁFICO HUMANO, APONTA RELATÓRIO

Setenta mil brasileiras trabalham como prostitutas na América do Sul e em países como Espanha e Japão. A maioria delas é vítima de tráfico de seres humanos.

Os dados fazem parte do relatório Situação da População Mundial 2006, divulgado hoje (6) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Este ano, a publicação trata principalmente do tema mulheres e migração internacional.

O tráfico de seres humanos movimenta, mundialmente, entre US$ 17 bilhões e R$ 18 bilhões por ano, aponta o relatório. É a terceira atividade ilícita mais lucrativa, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. Em todo o mundo, o número de vítimas, entre homens e mulheres, chega a 2,45 milhões. Desse total, 80% são mulheres e meninas.

Entre 600 mil e 800 mil, são pessoas traficadas por fronteiras internacionais. A representante do UNFPA no Brasil, Tania Cooper Patriota, elogiou a iniciativa do governo de elaborar a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Segundo ela, a Organização das Nações Unidas (ONU) apóia a medida, cujas diretrizes que devem ser apresentadas ainda este mês. "A vantagem que essa política teria é a maior atenção à prevenção do tráfico e a sanções contra as pessoas envolvidas. Ela tem várias dimensões, e uma delas também é a visibilidade maior desses problemas e a sensibilização das comunidades em relação ao assunto".

Um dos problemas que vítimas de tráfico humano enfrentam é o fato de, muitas vezes, os aliciadores apreenderem os documentos das mulheres. "Isso as deixa sem ter como fugir e sem poder se identificar quando estão tentando fugir".

Por isso, acrescenta Patriota, é importante que os países de destino ofereçam serviços de assistência a essas vítimas, e que elas recebam informações sobre onde podem buscar abrigo e ajuda até serem repatriadas. Outra dificuldade é que, no caso das trabalhadoras domésticas, as migrantes não são protegidas por leis trabalhistas.

Juliana Andrade

Fonte :

Fonte: Revista Fórum - 6/9/2006

Rua: Samuel Brenner, 13 - Bairro do Bom Retiro -

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Fone: 0055 11 3228-6097/3228-4955 Fax 3227-6825

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 contato com Mariana Brasil marianabrasill@yahoo.it

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10.09.06

Triora - A cidade das Bruxas - Liguria - Italia

Papoulas como testemunha

 

 

                      

"Qui le streghe danzavano con i diavolo". - "Aqui as bruxas dançavam com o demonio".

A frase escrita na placa velha de madeira indicava que me encontrava na "Cabotina", um lugar onde no século XV as bruxas se reuniam para seus rituais. Esse pensamento me fez estremecer, estava em Triora, na Itália, a cidade que ficou famosa pelo vergonhoso processo inquisitório em 1587.

O panorama que se estendia diante dos meus olhos parecia irreal, os restos das casas de pedras ao meu redor transportavam-me a um passado remoto, mas o que me assustava realmente era a sensação que invadia meu ser. Era como estar em casa.

Triora è estranha e afascinante ao mesmo tempo, parece ter sido colocada no topo daquela colina pela mão de uma divindade, o borgo medieval parcialmente destruído pelo tempo, "sofreu inclusive ataques tedescos em 1944", sobreviveu, majestoso parecia observar o mundo de uma varanda magica e encantada.

O acesso até Triora è difícil, convêm visita-la no verão, a estrada è cheia de curvas, em certos trajetos è impossível passar dois carros. Fica a 776 metros da altura do mar, na crista do Monte Trono, domina um vale chamado Argentina na região da Ligùria, província de Imperia. Norte da Itália.

Já nos primeiros passos enquanto caminhava nas vielas do magnifico borgo me sentia como se estivesse num teatro de lendas, tudo inspirava mistério, era impossível não se deixar transportar num tempo longinquo.

Sentia um forte cheiro de mofo, coisa velha e esquecida, de passado. Imaginava como fosse o cotidiano das pessoas que ali viviam no tempo em que houve o famoso processo das "Bruxas", essas sensações intensificavam-se a cada instante dentro de mim, tudo era fortemente sugerido pelo panorama que se revelava quase tétrico pelos becos pouco iluminados, vielas estreitas, sombras estranhas.

Parei para admirar um portal com estemas enigmáticos, bem conservado. Essas circunstancias somadas a uma enorme curiosidade interior, curiosidade essa que aliás, seguia-me da sempre, encorajam-me a recordar uma linda historia de amor.

Fazia calor e .... ....

continuação em "Fragmentos de Alma" - Mariana Brasil - 2006

Ps: Papoulas como testemunha è uma das cronicas do meu segundo livro publicado em Itália. Aborda um dos temas mais vergonhosos na historia humana "a inquisição".

Visitando Triora nesse verão fiquei muito impressionada com a atmosfera que se respira na pequena aldeia, existem lugares que não perdem nunca sua originalidade, e Triora è um desses.

M.B contato com a autora marianabrasill@yahoo.it

 

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