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As novas cidadãs -
Encontros para esclarecer questões jurídicas.
O Instituto Brasil-Itália (IBRIT) e a Fundação Donna Milano Onlus promovem quatro encontros sobre questões jurídicas que afetam a vida de cidadãs brasileiras na Itália, assim como cidadãs italianas que já possuem ou desejam estabelecer laços com o Brasil.
Nos encontros, sob a orientação do advogado Franco Vella, os participantes poderão esclarecer gratuitamente suas dúvidas dentro do tema “Direito de família”, que inclui adoção internacional, “ricongiungimento”, direito à assistência médica etc.
QUANDO
Segunda, 12 de março às 19:30h Segunda, 16 de abril às 19:30h Segunda, 21 de maio às 19:30h Segunda, 25 de junho às 19:30
ONDE
Instituto Brasil-Itália - Via Borgogna 3, 2° andar (MM S. Babila) INFORMAÇÕES: Tel 0276011320 - info@ibrit.it
ENTRADA FRANCA
Le nuove cittadine -
Incontri per chiarire questioni giuridiche L'Istituto Brasile-Italia (IBRIT) e la Fondazione Donna Milano Onlus promuovono quattro incontri sulle questioni giuridiche che riguardano la vita delle cittadine brasiliane in Italia e quelle italiane che hanno, o vogliono avere, dei legami con il Brasile.
Negli incontri, a cura dell’avvocato Franco Vella, i partecipanti potranno chiarire gratuitamente delle questioni sul tema “Diritti di famiglia”, incluso adozione internazionale, ricongiungimento, diritto alla salute ecc.
DATE
Lunedì 12 marzo ore 19,30 Lunedì 16 aprile ore 19,30 Lunedì 21 maggio ore 19,30 Lunedì 25 giugno ore 19,30
DOVE
Istituto Brasile Italia - Via Borgogna, 3, 2° piano (MM S. Babila) INFORMAZIONI: Tel 0276011320 - info@ibrit.it
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Queridos amigos, com muita alegria divulgo essa iniciativa dao Ibrit e da Fondazione Donna.
Finalmente pessoas sèrias e com finalidades realmente nobres promovem esses encontros para discutir questoes que muito me preocupam, visto que pessoalmente jà fui vitima de discriminaçao por pseudo-entidades que se preocupam somente em "julgar"em vez de fazer o trabalho à que se propoem.
Creio que a unica maneira de obter resultados seja a uniao de forças.
Somos as novas ...cidadãs ....
O Instituto Brasil-Itália promove a difusão da cultura brasileira em território italiano e a agregação dos brasieiros que vivem na Itália. Além de uma intensa programação de shows, conferências, exibição de filmes e mostras, o IBRIT ofereçe ainda cursos de língua portuguesa e italiana, seminários sobre samba e outras danças populares, e a possibilidade de usufruir de uma ampla biblioteca com cerca de 9 mil livros de literatura, história e cultura, além de DVDs e CDs de cinema e música brasieira.
http://www.ibrit.it A Fondazione Donna Milano Onlus nasce do desejo de fornecer um suporte a mulheres, ajudando-as a salvaguardar e enriquecer a própria cultura no respeito dos direitos, deveres e tradições. Os projetos financiados pela fundação se propõem principalmente a desenvolver e melhorar a condição das novas cidadãs. Os principais temas são a saúde e a integração sócio-cultural, como a campanha de prevenção de doenças, com o trailer da saúde e convênios médicos; trailer dos direitos, que oferece serviços e consultoria a mulheres em dificuldades; happy hour “rosa”, que propõe encontros culturais com escritores, artistas e personalidades da cidade, com o objetivo de favorecer um intercâmbio cultural entre mulheres estrangeiras e italianas.
“Nome Delas – Retratos de Uma Cidade Escondida”.
Por Barry Michael Wolfe.
Creio que a sensibilidade de certas pessoas consegue ser filtro em determinadas situações e imortalar momentos e sentimentos ùnicos, è o caso do trabalho fotogràfico de um caro amigo escocês, Barry Michael Wolfe, radicado hà 20 anos no Brasil, advogado e militante dos direitos humanos e ações que visam a inclusão social e a cidadania das pessoas transgêneros.
Confira no link abaixo o maravilhoso “slide show”.
Clique aqui: http://www.glbtq.com/slideshows/braziltranssexuals.html
Luz ... Sempre mais luz ... Sonia “Mariana Brasil”.
Contato: marianabrasill@yahoo.it
Auguri ... Buon anno ...
Feliz Ano novo ...
L'anno nuovo è come un libro di 365 pagine vuote, fai di ogni giorno il tuo capolavoro usando i colori della vita e mentre scrivi...sorridi. Buon anno !
Um ano novo è como um livro de 365 paginas em branco, faça de cada dia uma obra de arte unica, usando as cores da vida e enquanto escreve: "Sorria". Feliz 2007.
Beijos e Luz.
Sonia C. M.
“M. B.”
Escreva: marianabrasill@yahoo.it
Hoje è festa de Nossa Senhora Imaculada na Itália, è feriado nacional, muitas pessoas aproveitam o final de semana prolongado para fazer uma viagem com a família, outras para descansar ou dedicar-se a si mesmo.
Vou contar aqui uma história de violação de direitos humanos muito triste. O que ouvi nesse dia dedicado a Imaculada Conceição coloca em dúvida a evolução espiritual de muitos dos nossos semelhantes.
Conheci Maria hoje, “vou chama-la como a mãe de Jesus”, è brasileira como eu, original do estado brasileiro chamado “Espírito Santo”. Maria tem 40 anos, dois filhos, trabalhava em sua cidade natal como policial.
Os dois ultimos anos de sua vida economizou cada centavo que podia para fazer sua viagem para a Itália, com a esperança de poder trabalhar dignamente e melhorar sua vida, porém como acontece na maioria das vezes com os imigrantes que decidem tentar a sorte num país estranjeiro sem tomar todas as possíveis precauções e obter todas as possíveis informações, acabam sendo vitimas de terríveis violações contra o direito básico do ser humano: o respeiro. A falta de informação faz com que a realidade apresente surpresas, infelismente, nem sempre boas.
Maria havia dois contatos na Itália, ou seja, apenas dois números de telefone. Desembarcou no aeroporto de Milão e a pessoa que havia prometido espera-la no aeroporto não apareceu.
Maria telefonou para o segundo numero de telefone que havia, felismente a pessoa do outro lado da linha lhe deu amparo, por telefone lhe explicou como fazer para chegar até sua casa, lhe deu um prato de comida e uma cama para dormir.
Maria já no seu segundo dia na Itália começou a procurar emprego, algo difícil para quem não fala o idioma do país e não há referencias nenhuma. Maria tinha apenas muita fé em Nossa Senhora e muita vontade trabalhar.
Conseguiu um trabalho temporàrio por duas semanas na casa de uma gentilissima família italiana, estava feliz, trabalhava o dia inteiro em duras tarefas domesticas, mas já tinha onde ficar, dormir, comer e um pequeno compenso economico.
Mas esse trabalho temporàrio chegou ao fim, mas uma vez Maria repartia do zero em sua aventura na Itália, dessa vez havia já um telefone celular, uma roupa mais quentinha e adequada para o inverno europeu e sua sempre presente fé imutável.
Conheci Maria por acaso ontem, quando fui visitar uma amiga, a primeira impressão que tive ao vê-la foi de estar diante de uma pessoa triste, triste dentro ...
Perguntei:
-- O que è essa nuvem de tristeza em torno a ti?
-- È assim visível?
-- Sim. – não podia negar a verdade que via através da sombra escura em seus olhos. Maria sorriu tristemente e disse:
-- Eu sei que o melhor è esquecer, mas tem certas coisas que nos fazem tão mal à alma que è difícil não pensar.
-- Entendo, se quiser desabafar, sinta-se à vontade.
--Você quer saber?
-- Sim, confesso que estou curiosa, mas somente se você achar que te fará bem desabafar.
E Maria começou seu relato.
-- Na semana passada eu soube de uma família que precisava de uma pessoa para fazer limpeza em sua casa, entrei em contato por telefone e combinamos de fazer uma experiência durante um final de semana na casa de montanha deles.
Aparentemente era uma bela família, meu patrão: um importante comerciante de Como, eu estava realmente feliz.
Peguei minha mala e parti com o casal e seus quatro filhos para uma bela localidade de férias.
A primeira ordem foi a de eu entregar o meu celular, pois me disseram que para trabalhar para eles não deveria perder tempo ao telefone, contrariada entreguei meu telefone ao meu patrão.
Chegando a nossa destinação minha patroa disse para começar imediatamente a limpar a aconchegante casa. Assim eu fiz, no entanto acabava de arrumar algo e os filhos do casal tiravam tudo do lugar e eu refazia infinitamente o mesmo trabalho.
Pareciam animais.
Pedi luvas, mas como resposta recebi as instruções de limpar tudo com minhas mãos, inclusive o interno do vaso sanitário do banheiro, minhas mãos ardiam pelo uso dos fortes produtos químicos de limpeza, mas até aí imaginei que poderia ser um costume italiano.
Não entendia quase nada do que a família falava, mas ouvia uma palavra em continuação: “Donna Spazzatura”. Esse era o nome com que me chamavam.
Fui olhar no dicionário e descobri que Donna è mulher e “spazzatura è lixo”. Pensei: Meu Deus, eles me chamam de “mulher lixo”.
A primeira agressão física foi feita por uma das filhas do casal, depois de limpar toda a casa no segundo dia, precisava levar o pesado saco de lixo até a lixeira da rua, pedi licença para passar no corredor e ouvi um sono “nooooooooooo”, insisti: dizendo:
-- Per favore, tenho que levar esse lixo fora.
Desta vez como resposta recebi um pontapé e um palavrão internacional.
Fui até minha patroa, reclamei, mostrei a mancha vermelha na minha canela, surpresa ouvi minha patroa dizer que deveria adaptar-me ao carater das crianças e não eles ao meu.
As violências físicas continuaram, por quatro dias minha rotina foi, palavroes, pontapés e muito trabalho.
No domingo fiquei até surpresa, toda a família saiu cedo, limpei a casa novamente e ao meio dia ouvi a campainha tocar, respondi, era meu patrão, ele mandou que eu descesse, iríamos a um restaurante.
A única coisa que nunca me negaram foi comida.
Não sei qual o motivo da discussão, pois não entendia, falavam muito depressa, mas houve uma briga entre o casal no restaurante, onde meu patrão agrediu fisicamente minha patroa na frente de várias pessoas.
Pensei: Aí esta a resposta do porque as crianças serem assim violentas, pois aprenderam com os pais. A sabia frase que conhecia muito bem como policial em meu país caia como uma luva: Violência gera Violência.
Toda vez que tomava banho a minha patroa desinfetava todo o banheiro com álcool, como se eu tivesse alguma doença contagiosa. Mas enfim, esse era um seu direito.
Continuação ....Mulher lixo ...
Na segunda feira compreendi que estaríamos voltando a Como, onde eles residiam, arrumei a minhas poucas coisas, carreguei o carro com as bolsas deles e deixei a casa toda arrumadinha.
Mas não cheguei até a cidade de Como.
Meu patrão parou o carro na metade do caminho e me deixou na estação de trem de uma localidade pequena, não tinha mais ónibus e nem trem. Foi um choque quando ele parou o carro e disse:
-- Desce, procure um hotel para passar a noite, veja tem um bem ali...Minha família não gostou de como você trabalha, espere aqui nesse bar que vou mandar alguém lhe trazer o resto de sua bagagem esta bem?
-- Não esta bem não, o senhor tem que me pagar.
-- Não vou te pagar nada e se não estiver contente assim vai na "questura", "policia" você è clandestina e encontrarà o que merece là.
-- Se o senhor quiser vamos, posso ser clandestina, mas o senhor vai pagar uma multa por o trabalho escravo e as agressões que fui submetida por sua família.
-- E você será deportada estranjeira idiota.
Dizendo essas palavras jogou meu celular no chão e me deixou ali chorando dizendo para esperar no bar da estação que mandaria alguém trazer minhas coisas.
Desesperada mas confiante na justiça divina comprovei a existencia de Deus que manda sempre seus anjos nos amparar nos momentos mais difíceis de nossas vidas.
Um rapaz que estava nas proximidades e observou a cena se aproximou e disse assim:
-- Não seja boba, chame a policia, esse homem è um animal.
-- Não posso, não tenho documentos de estadia na Itália e não posso correr o risco de ser deportada, economizei dois anos para fazer essa viagem.
-- Também sou estranjeiro, posso entender seu problema, só você pode decidir, mas não è justo tanta humilhação.
Fui até o bar com o rapaz, pedi um chá de camomila para me acalmar e a senhora do bar que também assistiu a cena de longe depois de ouvir minha história igualmente me aconselhou a chamar a questura, mas tive medo. Não podia correr o risco de ser deportada.
Esperei até que um funcionario da empresa de meu patrão trouxesse minha bagagem, o que aconteceu somente depois de longas horas.
Fui aconselhada a não passar a noite no hotel indicado pelo meu ex-patrão, ele poderia me denunciar como clandestina.
Com o corpo todo dolorido pelas pancadas que levei, com a alma em farrapos pela humilhação e com um sentimento estranho e desconhecido até então, de impotência, permiti que o rapaz estranjeiro, do Marrocos me acompanhasse de carro até a estação de Como, onde poderia ir de trem novamente para a casa da amiga que me havia recebido na minha chegada em Itália.
-- Acho que è essa a nuvem de tristeza que você vê nos meus olhos.
-- Maria, sinceramente fico muito triste por ouvir sua historia e pensar que histórias como essa acontecem todos os dias com tantos estranjeiros na Europa. Mas porque você não fez uma permissão de estadia para turismo? Qualquer estranjeiro pode estar três meses na Itália, mas deve denunciar às autoridades sua chegada entre 8 dias e assim recebe uma permissão legalizada por três meses, se tivesse esse documento você poderia denunciar o ocorrido.
-- Não sabia disso.
-- Cara, são 16 anos que vivo na Itália e já vi muitas mudanças positivas acontecerem, tenho certeza que muitas ainda aconterceram, na minha opinião você poderia denunciar ainda esse crime, acho que seria a coisa mais justa e coerente a se fazer, mas creio que corre realmente o risco de ser deportada no momento da denuncia. Infelismente as autoridades italianas ainda não entenderam que o que gera desfrutamento e exploração de seres humanos è a vulnerabilidade da condição de clandestinidade. Desse modo a propria lei em vigor protege os exploradores.
-- A história è sempre a mesma, quem tem dinheiro tem o poder, pode bater, humilhar e não pagar quem tem menos, sinceramente o que me deixa muito triste è que esse monstro continuará a explorar outras pessoas.
-- Se você quiser posso falar com uma cara amiga italiana, ela è presidente de uma associação de Milão, è uma pessoa séria e poderá nos orientar.
-- Será que ela não vai me denunciar?
-- Absolutamente, seu objetivo è proteger as mulheres, de qualquer maneira se quiser posso telefonar e pedir sua opinião.
-- Gostaria. E assim foi feito, minha carissima amiga italiana confirmou minhas palavras, realmente Maria poderia ser deportada no momento da denuncia, porque estava ilegal na Itália, apesar de estar apenas à um mês em terras italianas não havia denunciado sua chegada.
Tal fato me deixou ainda mais triste, pois realmente a nuvem de impotência que via nos olhos de Maria era uma realidade.
Maria foi vitima de uma vergonhosa violação de seus direitos humanos, ainda visível nas marcas violetas de seu corpo. O pior è que não podíamos fazer nada para impor a justiça fundamental que deveria existir entre os homens, independente de suas nacionalidades: O RESPEITO.
Certamente Maria, essa mulher brasileira vinda do "Espirito Santo", continuará clandestina na Itália, haverá outras experiências, talvez consiga realizar seu sonho de melhorar sua condição economica, talvez encontre o amor, talvez não. Mas já percebeu que uma parte de sua alma começou a morrer. Provavelmente seu ex-patrão continuará a explorar outras pessoas.
Recordei do grande fluxo de imigrantes italianos que se radicaram no Brasil no século XIX, que morrendo de fome em sua pátria foram substituir o trabalho escravo nas terras brasileiras. Hoje a história se reverteu e infelismente a memoria histórica desse fato è curta.
Mas o mundo dá muitas voltas ...
Existem muitas Marias ...
Peço a Deus que um dia esse comerciante de Como e sua família encontrem a Maria certa.
Dessa história que conheci no dia de Nossa Senhora Imaculada restou um gosto amargo na minha boca, gosto de impotência diante das injustiças. Todavia também reforçou meu desejo de lutar pela dignidade humana.
Meu percurso existencial deixou-me uma lição básica de perseverança, creio que a informação è a alma de proteção ao ser humano.
Temos que denunciar.
Por esse motivo deixo em web esta carta aberta, esperando que caia nas mãos de alguém que tenha o poder, a sensibilidade e a coragem suficiente para tomar uma providencia, ou pelo menos que muitos tomem conhecimento das absurdidades que ocorrem ainda nos dias de hoje.
Escrevo esta carta aberta em português e italiano, principalmente porque gostaria que meus conterrâneo antes de imigrar para um outro país procurem as informações sobre as leis vigentes no país de destinação.
Deixo registrado um grito de alerta, uma sombra de impotência, um gosto de dor que não posso fazer a menos de dividir nesse dia especial dedicado a Maria: Nossa Senhora Imaculada. Pedindo a todas as pessoas que se realmente decidirem podem se unir e fazer a diferença. Divulguem essa carta. O mundo pertence a todos.
Luz ... Sempre mais luz ...
Que esta luz acompanhe as tantas Marias vindas ao primeiro mundo em busca de um lugar digno ao sol.
Mariana Brasil
Para ler a carta em italiano clique aqui:
http://rivistaluce.blog.terra.com.br/
Deixe seu comentàrio aqui, pois seu apoio è fundamental.
Bjs e luz ....